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sábado, 15 de fevereiro de 2014

ORAÇÃO DO DOMINGO

Senhor,  na  tua  lei,  leio  a  doçura  de 
um amor que me quer cobrir de dignidade e beleza… 
Eu  te  dou  graças,  porque  no  amor 
amplias  infinitamente  o  horizonte  da 
minha liberdade! 
Eu te dou graças, porque transformas 
o  jugo  do  legalismo,  numa  festa  de 
relações! 
Eu te dou graças, porque de uma prática  
insegura  me  realiza  a  plenitude de uma
entrega! 
Afasta  de  mim  o  jugo  do  medo,  ó 
Deus  da  festa,  para  te  servir  com  a 
leveza da alegria. 
Livra-me  de  entregas  remuneradas, 
Deus  excessivo,  e  que  não  tema 
esbanjar o meu ser. 
Quero continuar a trilhar os caminhos 
desenhados  pelo  amoroso  engenho 
do teu coração.

A PALAVRA DO DOMINGO


6º Domingo Tempo Comum/ A 


Leituras:  Sir 15, 16-21  Salmo 118
 1Cor 2, 6-10  Mt 5, 17-37

A liturgia deste domingo garante-nos que Deus tem um projeto de salvação para que o homem possa chegar à vida plena e propõe-nos uma reflexão sobre a atitude que devemos assumir diante desse projeto. 

Na segunda leitura, Paulo apresenta o projeto salvador de Deus (aquilo que ele chama “sabedoria de Deus” ou “o mistério”). É um projeto que Deus preparou  desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a Sua Pessoa, as suas Palavras, os Seus Gestos e, sobretudo, com a sua morte na cruz (pois aí, no dom total da vida, revelou-se aos homens a medida do amor de Deus e mostrou-se ao homem o caminho que leva à realização plena). 

A primeira leitura recorda, no entanto, que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a autossuficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que
Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

O Evangelho completa a reflexão, propondo a atitude de base com que o homem deve abordar esse caminho balizado pelos “mandamentos”: não se trata apenas de cumprir regras externas, no respeito estrito pela letra da lei; mas trata-se de assumir uma verdadeira atitude interior de adesão a Deus e às suas propostas, que tenha, depois, correspondência em todos os passos da vida.