Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Venezuela: Bispos pedem fim da violência e defesa de Estado de Direito

Lusa
Lisboa, 18 fev 2014 (Ecclesia) – A Comissão Justiça e Paz dos bispos católicos na Venezuela apelou ao fim do clima de violência no país, palco de manifestações há uma semana, e pediu que as autoridades respeitem “o Estado de Direito e a democracia”.
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) lamenta os “violentos incidentes” que tiveram lugar este mês, com vários mortos, dezenas de feridos e de presos.
A nota divulgada pela CEV, através da internet, lamenta a “criminalização generalizada”, por parte do Estado, do “direito de manifestação e de protesto”.
O documento condena ainda a existência de grupos paramilitares, armados com a conivência de “instituições e forças públicas que têm o dever de garantir a paz social e os direitos fundamentais”.
“Solidarizamo-nos com todos os familiares das vítimas, manifestando-lhes as nossas condolências e a nossa oração, nestes momentos de tristeza e de dor”, concluem os bispos.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusa Leopoldo López, líder do partido Voluntad Popular, de ser o principal responsável pela violência dos últimos dias no país, que resultou em três mortos e várias dezenas de feridos.
López entregou-se hoje a funcionários da Guarda Nacional, poucos depois de ter discursado perante manifestantes, afirmando que a luta da oposição é feita em nome da Venezuela, “pelos estudantes, pelos reprimidos, pelos presos”.
OC
(fonte: site agência ecclesia)
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=99121

Portugal: Dia de oração pela paz na Ucrânia

Coordenador da Capelania Nacional Ucraniana recorda que no centro do conflito está sobretudo «um povo que quer melhorar a sua vida»

Lusa
Lisboa, 19 fev 2014 (Ecclesia) - O coordenador da Capelania Nacional Ucraniana em Portugal lamentou hoje o ambiente de violência e morte que se vive no seu país e pediu às comunidades portuguesas que “rezem pelo fim dos conflitos”.
“Neste momento, os ucranianos não têm confiança nos seus políticos nem nos regimes, só têm confiança nas pessoas com quem estão, aqui em Portugal e em todo o mundo, para que se juntem a eles para pedir a proteção divina para o seu país, para todas as suas famílias”, sublinha o padre Ivan Hudz, em declarações à Agência ECCLESIA.
A Capelania Nacional Ucraniana, de rito bizantino, está presente em sete dioceses portuguesas e acompanha atualmente uma comunidade emigrante composta por cerca de 60 mil pessoas.
O organismo entrou em contacto com diversos bispos e também com a Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) no sentido de mobilizarem as paróquias e as Igrejas locais para um “dia de oração”, esta quinta-feira, pela paz na Ucrânia.
"A crescente onda de violência que está a assolar a Ucrânia, fruto de manifestações populares e da resposta repressiva por parte das forças policiais, e que, segundo as notícias desta manhã, já conta com 25 mortos confirmados, é motivo de preocupação e sofrimento para todos, em particular para o povo ucraniano e os seus imigrantes espalhados pelo mundo", refere um comunicado da OCPM, enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Desde que em novembro o presidente ucraniano Viktor Ianukovitch afastou a possibilidade de um acordo de cooperação com a União Europeia, e escolheu integrar o bloco económico que a Rússia está a constituir, um pouco por toda a nação o povo começou a sair à rua para contestar o rumo seguido pelo Governo.
Segundo o último balanço avançado pelas autoridades locais, na sequência dos confrontos entre a população e as forças de segurança afetas ao regime já morreram pelo menos 25 pessoas (15 civis, nove polícias e um jornalista) e outras 241 ficaram feridas.   
O coordenador da Capelania Nacional Ucraniana teme que os números reais à volta desta situação sejam “ainda maiores”. 
O padre Ivan Hudz recorda que no centro desta questão está sobretudo “um povo que não quer guerras mas sim melhorar a sua vida e viver numa sociedade sem perseguições e corrupções, numa sociedade onde haja justiça”.
Aquele responsável salienta que a comunidade ucraniana radicada em Portugal está a acompanhar esta situação com “muita preocupação” e que os telefonemas para casa, para saberem das famílias que deixaram no país, têm sido “constantes”.
“Muitos ucranianos aqui também já enviaram cartas ao Governo português, a pedir-lhe que intervenha e que ajude a resolver esta questão”, revela ainda o sacerdote.
JCP/OC

(fonte: site da agência ecclesia)
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=99126