quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Portugal: Dia de oração pela paz na Ucrânia

Coordenador da Capelania Nacional Ucraniana recorda que no centro do conflito está sobretudo «um povo que quer melhorar a sua vida»

Lusa
Lisboa, 19 fev 2014 (Ecclesia) - O coordenador da Capelania Nacional Ucraniana em Portugal lamentou hoje o ambiente de violência e morte que se vive no seu país e pediu às comunidades portuguesas que “rezem pelo fim dos conflitos”.
“Neste momento, os ucranianos não têm confiança nos seus políticos nem nos regimes, só têm confiança nas pessoas com quem estão, aqui em Portugal e em todo o mundo, para que se juntem a eles para pedir a proteção divina para o seu país, para todas as suas famílias”, sublinha o padre Ivan Hudz, em declarações à Agência ECCLESIA.
A Capelania Nacional Ucraniana, de rito bizantino, está presente em sete dioceses portuguesas e acompanha atualmente uma comunidade emigrante composta por cerca de 60 mil pessoas.
O organismo entrou em contacto com diversos bispos e também com a Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) no sentido de mobilizarem as paróquias e as Igrejas locais para um “dia de oração”, esta quinta-feira, pela paz na Ucrânia.
"A crescente onda de violência que está a assolar a Ucrânia, fruto de manifestações populares e da resposta repressiva por parte das forças policiais, e que, segundo as notícias desta manhã, já conta com 25 mortos confirmados, é motivo de preocupação e sofrimento para todos, em particular para o povo ucraniano e os seus imigrantes espalhados pelo mundo", refere um comunicado da OCPM, enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Desde que em novembro o presidente ucraniano Viktor Ianukovitch afastou a possibilidade de um acordo de cooperação com a União Europeia, e escolheu integrar o bloco económico que a Rússia está a constituir, um pouco por toda a nação o povo começou a sair à rua para contestar o rumo seguido pelo Governo.
Segundo o último balanço avançado pelas autoridades locais, na sequência dos confrontos entre a população e as forças de segurança afetas ao regime já morreram pelo menos 25 pessoas (15 civis, nove polícias e um jornalista) e outras 241 ficaram feridas.   
O coordenador da Capelania Nacional Ucraniana teme que os números reais à volta desta situação sejam “ainda maiores”. 
O padre Ivan Hudz recorda que no centro desta questão está sobretudo “um povo que não quer guerras mas sim melhorar a sua vida e viver numa sociedade sem perseguições e corrupções, numa sociedade onde haja justiça”.
Aquele responsável salienta que a comunidade ucraniana radicada em Portugal está a acompanhar esta situação com “muita preocupação” e que os telefonemas para casa, para saberem das famílias que deixaram no país, têm sido “constantes”.
“Muitos ucranianos aqui também já enviaram cartas ao Governo português, a pedir-lhe que intervenha e que ajude a resolver esta questão”, revela ainda o sacerdote.
JCP/OC

(fonte: site da agência ecclesia)
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=99126

sábado, 15 de fevereiro de 2014

ORAÇÃO DO DOMINGO

Senhor,  na  tua  lei,  leio  a  doçura  de 
um amor que me quer cobrir de dignidade e beleza… 
Eu  te  dou  graças,  porque  no  amor 
amplias  infinitamente  o  horizonte  da 
minha liberdade! 
Eu te dou graças, porque transformas 
o  jugo  do  legalismo,  numa  festa  de 
relações! 
Eu te dou graças, porque de uma prática  
insegura  me  realiza  a  plenitude de uma
entrega! 
Afasta  de  mim  o  jugo  do  medo,  ó 
Deus  da  festa,  para  te  servir  com  a 
leveza da alegria. 
Livra-me  de  entregas  remuneradas, 
Deus  excessivo,  e  que  não  tema 
esbanjar o meu ser. 
Quero continuar a trilhar os caminhos 
desenhados  pelo  amoroso  engenho 
do teu coração.

A PALAVRA DO DOMINGO


6º Domingo Tempo Comum/ A 


Leituras:  Sir 15, 16-21  Salmo 118
 1Cor 2, 6-10  Mt 5, 17-37

A liturgia deste domingo garante-nos que Deus tem um projeto de salvação para que o homem possa chegar à vida plena e propõe-nos uma reflexão sobre a atitude que devemos assumir diante desse projeto. 

Na segunda leitura, Paulo apresenta o projeto salvador de Deus (aquilo que ele chama “sabedoria de Deus” ou “o mistério”). É um projeto que Deus preparou  desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a Sua Pessoa, as suas Palavras, os Seus Gestos e, sobretudo, com a sua morte na cruz (pois aí, no dom total da vida, revelou-se aos homens a medida do amor de Deus e mostrou-se ao homem o caminho que leva à realização plena). 

A primeira leitura recorda, no entanto, que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a autossuficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que
Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

O Evangelho completa a reflexão, propondo a atitude de base com que o homem deve abordar esse caminho balizado pelos “mandamentos”: não se trata apenas de cumprir regras externas, no respeito estrito pela letra da lei; mas trata-se de assumir uma verdadeira atitude interior de adesão a Deus e às suas propostas, que tenha, depois, correspondência em todos os passos da vida.

CAMINHO PARA CRISTO EM IGREJA: Quaresma de 2014




A Diocese de Coimbra preparou um itinerário de “lectio divina” (leitura orante da Palavra de Deus), constituído por 6 momentos, um para cada semana, que propõe a todo o povo de Deus, como auxílio para essa caminhada. Assim como Jesus na sua Quaresma foi ao deserto conduzido pelo Espírito Santo, para aí estar em intimidade com o Pai e acolher a Sua vontade, também nós podemos fazer a nossa Quaresma, continuando nas nossas ocupações quotidianas. Procuremos deixar-nos conduzir pelo Espírito de Deus guiados pela Sua Palavra.
O nosso Bispo convida-nos a entrar em profundidade na lectio divina para conhecermos a Palavra de Deus, conscientes de que ignora-la é ignorar o próprio Cristo, como afirmou São Jerónimo.

O Dom Virgílio convida os presbíteros e diáconos, os consagrados, os catequistas, animadores das celebrações da Palavra, ministros extraordinários da comunhão e outros membros activos das comunidades a constituir pequenos grupos de fiéis que durante as semanas da Quaresma percorram o itinerário de leitura orante da Palavra de Deus, com a mente, o coração e a vida.
Por meio da Palavra de Deus, salienta o Bispo, se vos abrirão as portas que conduzem à fé em Jesus Cristo e conhecereis a alegria do encontro com Deus e com a sua Igreja.


O livrinho custa 1 €uro

(encontra-se à venda na Igreja ou na livraria Cultura e fé)


50 Anos na Arte de Educar








50 Anos na Arte de Educar, é o lema do ano de comemoração dos 50 anos do Colégio de São Teotónio, uma escola católica vocacionada para um ensino de excelência, nomeadamente o ensino artístico.
Nesta linha, a do nosso presente, recriar em cena, conjugando o trabalho da Escola de Música São Teotónio, da Escola de Teatro, vocacionada para o Ensino Profissional das Artes do Espectáculo, e dos alunos que constituem o Ensino Regular do CST, o musical Jesus Cristo Super Star, pareceu-nos um caminho único; nesse grande musical rock de Andrew Lloyd Webber incluímos a nossa confissão crente em Cristo Ressuscitado, confrontados com a pergunta: Serás simplesmente um homem? Hossana Cristo Jesus!
Aliados à celebração de um momento fundacional, o primeiro ano de funcionamento do CST como escola, em 1963/64, estarão os valores que hoje preconizamos: interioridade, solidariedade, responsabilidade, autonomia, empreendedorismo, cidadania e criatividade, presentes na história dessa figura ímpar que constitui a grande referência da nossa fé: Jesus Cristo.
Para  o  espectáculo  contribuem  o  coro  das vozes dos nossos alunos, do 1º ao 3ºciclos, os  acordes  de uma  orquestra  de  jovens  a aprender música, os movimentos, as palavras  poéticas,  as  vozes  em diálogo,  dos alunos de Interpretação e o trabalho concertado dos professores que com eles trabalham no dia a dia. (Colégio S. Teotónio site)

EDUCAÇÃO, PRIORIDADE PARA A IGREJA

O Papa desafiou as escolas católicas a apresentar Jesus como o “sentido” da vida, em diálogo com 
todos, num contexto histórico e cultural em “constante transformação”. “As instituições educativas católicas oferecem a todos uma proposta que procura o desenvolvimento integral da pessoa e que responde ao direito de todos em aceder ao saber e ao conhecimento, mas são chamadas a oferecer a todos, igualmente, com pleno respeito pela liberdade de cada um e pelos métodos próprios do ambiente escolástico, a proposta cristã, isto é, Jesus Cristo como sentido da vida, do cosmos e da história”, disse Francisco, numa audiência aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Educação Católica, organismo da Santa Sé. 
O Papa afirmou que as várias instituições educativas da Igreja têm a “responsabilidade” de manifestar uma “presença viva do Evangelho” nos campos da ciência e da cultura. 
“É preciso que as instituições académicas católicas não se isolem do mundo, mas saibam entrar com coragem no areópago das culturas atuais e colocar-se em diálogo, conscientes do dom que têm para oferecer a todos”, acrescentou. Segundo o Papa, as mudanças em curso exigem que os educadores, com fidelidade corajosa e inovadora, saibam promover o encontro entre a “identidade católica” e as “várias almas da sociedade multicultural. 

(Do Semanário Ecclesia)

IRMÃ CHUVA...




S. Francisco de Assis não incluiu no seu Cântico das criaturas a “irmã chuva”. Louva o Senhor pelo sol, a lua, as estrelas, a terra, as nuvens, o vento, o fogo … e pela água!

Os últimos dias (semanas e mesmo meses) talvez nos distanciem desse conceito de amizade em relação à água se pensarmos no que caiu à terra. A chuva foi mesmo muita… E, mais do que “irmã”, terá sido incómoda, inoportuna, inconveniente… inimiga até se pensarmos em tanto projectos que ficaram pelo caminho pela abundância das águas e nos estragos que foi causando. Cheias, árvores tombadas, casas inundadas, vidas transtornadas… É essa a montra possível de apresentar a “o pobrezinho de Assis” quando diz da água: louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, útil e humilde, preciosa e casta.

Sabemos que é útil. Sim, mas tanta não! Humilde? Não parece… Preciosa e casta? Diante da abundância que aí vai, será necessário pensar pelos menos duas vezes! Discurso meramente instrumental de um comodismo pessoal. Egoísta! É sempre a “nossa irmã água”, sobretudo nestes momentos em que o incómodo parece ser maior do que o benefício. Não serão maiores os estragos quando ela falta, não só no pico do verão como no rigor do inverno, quando a geada queima árvores, flores e frutos? Há não muitos anos foi assim, no nosso “jardim”…

Não há outro critério para além do natural para acolher o ritmo das estações. Mesmo quando parecem atingidas por anormalidades. Digo parecem porque a maior anormalidade estará antes nas muitas intervenções humanas que tentam deter a Natureza. O que dizer de construções junto à orla marítima ou em níveis de água abaixo de qualquer margem? E de molhes artificiais que ousam impedir a força das ondas? Há outras palavras mais “caricatas” que o tentam traduzir: “quebra-mares”, “corta-ondas”, “bate-mares”… O que significam essas palavras? Nem Moisés saberá responder, mesmo com a inspiração nos acontecimentos do Mar Vermelho… Ser naturalmente com a natureza!

Outro princípio dificilmente encontra um quadro normativo que o sustente em qualquer sector da sociedade e em qualquer época. Os ciclos da História demonstram-no em cada geração. Assim acontece sempre. Sobretudo quando em causa está a vida, a vida humana.






(Paulo Rocha no Semanário Ecclesia)